sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
FUNDAÇÃO DO NÚCLEO DO PSOL DE GARÇA
Fundação do Núcleo do PSOL de Garça
Domingo, 28 de novembro, foi fundado o núcleo do PSOL em Garça.
Cerca de 20 participantes, inclusive com dirigentes da executiva nacional e estadual do partido, puderam debater e refletir de forma franca a conjuntura política internacional, nacional e local na atualidade e, também quanto à tarefa que cabe ao PSOL neste contexto político.
Foi uma discussão interessante que pode educar e fomentar uma perspectiva de atuação política coerente com as demandas sociais das classes populares no cenário local.
Por consenso foi definida uma coordenação inicial (provisória) do núcleo partidário, com cinco membros que atuarão de forma a organizar a estrutura institucional quando será constituído o Diretório Municipal do PSOL.
Após a reunião, os participantes puderam se confraternizar na residência de uma das filiadas ao partido e se divertiram assistindo ao futebol, brindando e trocando idéias sobre as possibilidades que se constroem com a intervenção destes na política.
Quem somos
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é um partido político brasileiro de esquerda fundado em 2004. Obteve registro definitivo na Justiça Eleitoral no dia 15 de setembro de 2005. Seu número eleitoral é 50.
O PSOL se constituiu a partir de dissidências do Partido dos Trabalhadores e do PSTU e acolheu diversas tendências que haviam discordado de políticas do PT que tinham por conservadoras (muito especialmente a partir da Reforma da Previdência dos servidores públicos realizada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva). Abriga diversas correntes de esquerda, algumas delas trotskistas e eurocomunistas.
O PSOL constitui-se como um partido de tendências, abrigando diversas correntes internas como, por exemplo, a Ação Popular Socialista,o APS, (liderada por Ivan Valente), o Enlace Socialista, Corrente Socialista dos Trabalhadores,o CST, (liderada pelo ex-deputado Babá), o Movimento Esquerda Socialista,o MES, (liderado pela deputada federal Luciana Genro), o coletivo Revolutas, a corrente Socialismo revolucionário,o SR, e as dissidências do PSTU Poder Popular (que saiu do PSTU antes da existência do PSOL, participando mais tarde de sua fundação), o Coletivo Socialismo e Liberdade,o CSOL, Coletivo Socialista de Pernambuco a TLS, Trabalhadores na Luta Socialista e o Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL).
O PSOL foi fundado em 6 de junho de 2004, após a saída dos parlamentares Heloísa Helena, Babá, João Fontes e Luciana Genro do PT. Recebeu apoio de intelectuais socialistas famosos, como do geógrafo Aziz Ab'Saber, do jornalista e ex-deputado Milton Temer, dos sociólogos Francisco de Oliveira e Ricardo Antunes, do economista João Machado, da economista Leda Paulani, dos filósofos Leandro Konder e Paulo Arantes e do cientista político Carlos Nelson Coutinho.
Buscando obter registro permanente na Justiça Eleitoral, o partido obteve quase 700 mil assinaturas a favor de sua fundação, mas os cartórios eleitorais só concederam certidões a 450 mil dessas assinaturas. Uma nova tentativa de apresentar assinaturas válidas foi realizada pelos organizadores do partido em 1 de setembro de 2005. Em 15 de setembro, o registro definitivo foi obtido, e o número eleitoral adotado foi o 50.
O partido ganhou novas adesões a partir de setembro de 2005. Isso foi um resultado da crise política causada pelas denúncias de um esquema de pagamento a congressistas para votarem de acordo com os interesses do executivo (o chamado escândalo do mensalão). Foi causado também pelas mudanças ideológicas do PT que, na concepção do PSOL, abandonou o socialismo como meta estratégica. Militantes históricos e mesmo fundadores do PT, como Plínio de Arruda Sampaio, Miguel de Carvalho e Edson Albertão abandonaram o partido individualmente ou em conjunto. Um exemplo de abandono coletivo ocorreu com a então corrente petista Ação Popular Socialista. Alguns militantes petistas oriundos de movimentos sociais, como a dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Lujan Miranda e o Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT, Jorge Almeida, e os deputados federais Ivan Valente (São Paulo), Maninha (Distrito Federal), Chico Alencar (Rio de Janeiro), João Alfredo (Ceará) e Orlando Fantazzini (São Paulo), ingressaram no PSOL.
ATUAÇÕES
CPI das milícias
Em 2008, foi instalada a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa fluminense, presidida pelo deputado estadual Marcelo Freixo do PSOL. Diversos políticos foram intimados a depor diante desta CPI, sendo acusados de envolvimento com milicianos, entre os quais os vereadores/candidatos a vereador Nadinho de Rio das Pedras, Cristiano Girão, Deco e Doen, além da deputada Marina Maggessi e do deputado e ex-secretário de segurança Marcelo Itagiba.
A filha de Jerominho, Carminha Jerominho, do PT do B, após ter sido presa e levada para um presído de segurança máxima, acabou libertada pela justiça e pôde assumir a vaga de vereadora. Carminha foi eleita com 22.049 votos, apesar de a imprensa e as investigações acusarem ela de ser uma das envolvidas.
Fora Sarney
Durante todo o ano de 2009 o PSOL denunciou e fez forte pressão contra os escândalos de corrupção, em especial, do Congresso Nacional. O mais conhecido deles foi conhecido como "atos secretos". Na época, foi realizado um ato colhendo assinaturas para a instalação da CPI da “Máfia do Senado”, proposta pelo Senador José Nery do PSOL/PA. O principal alvo de denúncias era o próprio presidente da Casa. O PSOL chamou a atenção quanto a necessidade da pressão popular para o afastamento de José Sarney. Foram coletadas centenas de assinaturas a favor da CPI.
Várias entidades apoiaram a iniciativa do senador José nery do PSOL/PA, de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar atos secretos praticados no Senado nos últimos 15 anos e também pelo afastamento imediato de José Sarney da presidência do Senado. O PSOL também defendeu a representação contra o senador Renan Calheiros no Conselho de Ética e a criação de uma CPI que aprofundasse as investigações contra ele.
A bancada do PSOL cobrou investigação da Fundação José Sarney, acusada de desviar R$ 129 mil de um convênio com a Petrobras. Auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) comprovou que o dinheiro foi utilizado para o pagamento de despesas de custeio. O contrato previa, como destino dos recursos, a preservação do acervo e a modernização do espaço físico. Os parlamentares cobraram a investigação do senador José Sarney (PMDB-AP), presidente vitalício da Fundação, cargo que lhe atribui responsabilidades financeiras pela entidade.
Outros movimentos do PSOL foram:
•CPI da Dívida Pública
•Fora Yeda
•Movimento Ficha Limpa
•Manifestações contra a Usina em Belo Monte
•Contra Mensalão do DEM
•Contra o trabalho escravo
•Imposto sobre grandes fortunas
•Imposto sobre grandes fortunas
Tendências
• Ação Popular Socialista
• Poder Popular
• Enlace
• Movimento Esquerda Socialista
• Corrente Socialista dos Trabalhadores
• Coletivo Socialismo e Liberdade
• Liberdade, Socialismo e Revolução
• Revolutas
O PSOL se constituiu a partir de dissidências do Partido dos Trabalhadores e do PSTU e acolheu diversas tendências que haviam discordado de políticas do PT que tinham por conservadoras (muito especialmente a partir da Reforma da Previdência dos servidores públicos realizada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva). Abriga diversas correntes de esquerda, algumas delas trotskistas e eurocomunistas.
O PSOL constitui-se como um partido de tendências, abrigando diversas correntes internas como, por exemplo, a Ação Popular Socialista,o APS, (liderada por Ivan Valente), o Enlace Socialista, Corrente Socialista dos Trabalhadores,o CST, (liderada pelo ex-deputado Babá), o Movimento Esquerda Socialista,o MES, (liderado pela deputada federal Luciana Genro), o coletivo Revolutas, a corrente Socialismo revolucionário,o SR, e as dissidências do PSTU Poder Popular (que saiu do PSTU antes da existência do PSOL, participando mais tarde de sua fundação), o Coletivo Socialismo e Liberdade,o CSOL, Coletivo Socialista de Pernambuco a TLS, Trabalhadores na Luta Socialista e o Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL).
O PSOL foi fundado em 6 de junho de 2004, após a saída dos parlamentares Heloísa Helena, Babá, João Fontes e Luciana Genro do PT. Recebeu apoio de intelectuais socialistas famosos, como do geógrafo Aziz Ab'Saber, do jornalista e ex-deputado Milton Temer, dos sociólogos Francisco de Oliveira e Ricardo Antunes, do economista João Machado, da economista Leda Paulani, dos filósofos Leandro Konder e Paulo Arantes e do cientista político Carlos Nelson Coutinho.
Buscando obter registro permanente na Justiça Eleitoral, o partido obteve quase 700 mil assinaturas a favor de sua fundação, mas os cartórios eleitorais só concederam certidões a 450 mil dessas assinaturas. Uma nova tentativa de apresentar assinaturas válidas foi realizada pelos organizadores do partido em 1 de setembro de 2005. Em 15 de setembro, o registro definitivo foi obtido, e o número eleitoral adotado foi o 50.
O partido ganhou novas adesões a partir de setembro de 2005. Isso foi um resultado da crise política causada pelas denúncias de um esquema de pagamento a congressistas para votarem de acordo com os interesses do executivo (o chamado escândalo do mensalão). Foi causado também pelas mudanças ideológicas do PT que, na concepção do PSOL, abandonou o socialismo como meta estratégica. Militantes históricos e mesmo fundadores do PT, como Plínio de Arruda Sampaio, Miguel de Carvalho e Edson Albertão abandonaram o partido individualmente ou em conjunto. Um exemplo de abandono coletivo ocorreu com a então corrente petista Ação Popular Socialista. Alguns militantes petistas oriundos de movimentos sociais, como a dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Lujan Miranda e o Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT, Jorge Almeida, e os deputados federais Ivan Valente (São Paulo), Maninha (Distrito Federal), Chico Alencar (Rio de Janeiro), João Alfredo (Ceará) e Orlando Fantazzini (São Paulo), ingressaram no PSOL.
ATUAÇÕES
CPI das milícias
Em 2008, foi instalada a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa fluminense, presidida pelo deputado estadual Marcelo Freixo do PSOL. Diversos políticos foram intimados a depor diante desta CPI, sendo acusados de envolvimento com milicianos, entre os quais os vereadores/candidatos a vereador Nadinho de Rio das Pedras, Cristiano Girão, Deco e Doen, além da deputada Marina Maggessi e do deputado e ex-secretário de segurança Marcelo Itagiba.
A filha de Jerominho, Carminha Jerominho, do PT do B, após ter sido presa e levada para um presído de segurança máxima, acabou libertada pela justiça e pôde assumir a vaga de vereadora. Carminha foi eleita com 22.049 votos, apesar de a imprensa e as investigações acusarem ela de ser uma das envolvidas.
Fora Sarney
Durante todo o ano de 2009 o PSOL denunciou e fez forte pressão contra os escândalos de corrupção, em especial, do Congresso Nacional. O mais conhecido deles foi conhecido como "atos secretos". Na época, foi realizado um ato colhendo assinaturas para a instalação da CPI da “Máfia do Senado”, proposta pelo Senador José Nery do PSOL/PA. O principal alvo de denúncias era o próprio presidente da Casa. O PSOL chamou a atenção quanto a necessidade da pressão popular para o afastamento de José Sarney. Foram coletadas centenas de assinaturas a favor da CPI.
Várias entidades apoiaram a iniciativa do senador José nery do PSOL/PA, de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar atos secretos praticados no Senado nos últimos 15 anos e também pelo afastamento imediato de José Sarney da presidência do Senado. O PSOL também defendeu a representação contra o senador Renan Calheiros no Conselho de Ética e a criação de uma CPI que aprofundasse as investigações contra ele.
A bancada do PSOL cobrou investigação da Fundação José Sarney, acusada de desviar R$ 129 mil de um convênio com a Petrobras. Auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) comprovou que o dinheiro foi utilizado para o pagamento de despesas de custeio. O contrato previa, como destino dos recursos, a preservação do acervo e a modernização do espaço físico. Os parlamentares cobraram a investigação do senador José Sarney (PMDB-AP), presidente vitalício da Fundação, cargo que lhe atribui responsabilidades financeiras pela entidade.
Outros movimentos do PSOL foram:
•CPI da Dívida Pública
•Fora Yeda
•Movimento Ficha Limpa
•Manifestações contra a Usina em Belo Monte
•Contra Mensalão do DEM
•Contra o trabalho escravo
•Imposto sobre grandes fortunas
•Imposto sobre grandes fortunas
Tendências
• Ação Popular Socialista
• Poder Popular
• Enlace
• Movimento Esquerda Socialista
• Corrente Socialista dos Trabalhadores
• Coletivo Socialismo e Liberdade
• Liberdade, Socialismo e Revolução
• Revolutas
sábado, 20 de novembro de 2010
O ZUMBIdo de NOSSOS DIAS
O ZUMBIdo de NOSSOS DIAS
Qual o significado da figura de Zumbi dos Palmares na história do Brasil? O quanto Zumbi inspira hoje a luta pela valorização da raiz étnica africana do povo brasileiro?
Mensurar um aspecto quanto outro não é tarefa de momento, talvez de uma vida... ou como é melhor, de várias gerações.
O fato é que a escravidão de negros no Brasil, assim como na América, foi elemento de forte rejeição por parte das vítimas deste martírio. Algo que causa sentimentos de indignação e que possibilita reflexões para uma reescrita desta triste história.
Tão logo a escravidão é instituída no Brasil no século XVII, prontamente as ações de resistência a ela foram postas em prática.
Tanto isto é certo que já no mesmo século muitos dos que fugiam da opressão buscavam se refugiar em áreas distantes da autoridade escravista.
Estas áreas conhecidas como quilombos permaneceram estruturadas e hoje são chamadas comunidades remanescentes de quilombos, ou simplesmente, quilombolas.
Para se ter uma idéia de como a constituição de quilombos se tornou uma das ações de maior enfrentamento do escravismo, em 1670 o Quilombo dos Palmares reunia 50 mil quilombolas.
Este quilombo causava tanta preocupação às autoridades que inúmeras tentativas de desagregação deste quilombo foram patrocinadas.
Zumbi, ao contrario de que muitos pensam, não foi o responsável pela constituição de Palmares. Mas foi o líder que durante quinze anos comandou a organização sócio-política, a defesa e a resistência do quilombo.
Foi em 20 de novembro de 1695 que sua vida foi ceifada, aos 40 anos de idade na última ação contra os quilombolas palmarinos que durou cerca de um ano.
E Palmares, não só reunia negros. Era uma comunidade multiétnica. A presença de brancos também é registrada no quilombo.
Atualmente, a referência a Palmares diz respeito à resistência as formas de violência contra os povos negros, indígenas e brancos.
O autoritarismo, a opressão e a discriminação são elementos rejeitados por toda a sociedade. Os governos são pressionados a assegurar os direitos de cidadania.
A comunhão de todas as etnias, o combate ao racismo e a formação da identidade brasileira (multiétnica e pluricultural), em harmonia com os povos da grande América tem sido perseguida por movimentos de diversas origens (operários, camponeses, étnicos, de gêneros, entre outros).
Ainda há muito que fazer. A demarcação dos territórios indígenas e quilombolas, como direitos constitucionais, deve ser efetivada. As ações nesta direção precisam ser cada vez mais reforçadas.
Hoje, Palmares se projeta por todo o país. Quilombolas são todos aqueles que se identificam com as causas de um mundo melhor. Justo, solidário e fraterno.
Os opressores se mantêm vivos também. Mas não obterão o mesmo êxito que no passado. Por que? Zumbi vive! E nos inspira e nos faz acreditar que outro mundo é possível!
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