sábado, 5 de março de 2011

Investimento em educação no município de Garça

De forma tranquila gostaria de debater o editorial do Comarca do dia 9/12/2010.

Penso que a norma constitucional de gastos para Estados e Municípios com a educação de 25% é conquista que não devemos retroceder pois ainda vivemos uma realidade educacional indigna de um país com uma das maiores economias do planeta.

Pra se ter uma idéia, a média de escolaridade do brasileiro gira em torno de 5 a 6 anos, per capita. E este indíce só teve evolução a partir do preceito constitucional estabelecido em 1988, antes disso, a média era muito menor.

No caso, específico, de Garça realmente parece contraditório que o Executivo não consiga aplicar a lei, e ainda insista para crédito adicional.Mas de forma cordial, aponto que um dos motivos que faz com que o nosso município não consiga atingir o patamar legal é porque, creio eu, há uma política educacional que não consegue avançar em muitos aspectos do setor.

Por exemplo:
o salário de docentes e demais profissionais da educação ainda não atinge o ideal ( nem vou discutir a importância da valorização material que esses profissionais fazem juz);

as escolar municipais, com raras exceções, não desenvolvem pesquisa educacional. Algo que é fundamental para a elevação do padrão de conhecimento científico e intervenção política qualificada ( não conheço nenhuma pesquisa financiada no munícipio em educação);

um outro aspecto contraditório, todos os anos as escolas e pré-escolas municipais elaboram e enviam para as familias uma lista de material escolar que é bastante extensa e , provavelmente, cara a algumas familias com rendas mais baixas;

também são realizadas atividades abertas à comunidade como festas, por exemplo, que tem como um dos intuitos angariar fundos para a escola adquirir materiais;

as famílias devem pagar pelo uniforme escolar, uma vez que são confeccionados por empresas particulares;

bem, esses são alguns dos argumentos que apresento para apontar que uma política educacional que preze pelo bom gasto do dinheiro público deve corrigir elementos que de alguma forma implique em deficiências dos recursos humanos, materiais e pedagógicos.

Sendo assim, Garça necessita investir corajosamente os 25% que a Constituição determina.

Deve se pautar em padrões elevados na educação de crianças, jovens e adultos e não se basear, como mencionado na palestra do prof. Cesar Nunes em 15/10 no GTC, em aspectos "menos nobres", ou seja deve trazer como mensagem pra sociedade a crença na construção de uma transformação social com a grande contribuição que a educação pode oferecer, e nisto, as autoridades tem importante papel a cumprir.

Avaliação da educação pública municipal em 2010

Avaliação da Educação Municipal pela Secretaria de Educação

A avaliação do trabalho desenvolvido no âmbito da Secretaria Municipal de Educação como atividade de encerramento do ano letivo de 2010, realizada pelos responsáveis pelo ensino da rede municipal apresentou uma volumosa realização.
As ações executadas em diversos níveis e modalidades de ensino, da educação infantil, passando pelo ciclo I do ensino fundamental e pela educação de jovens e adultos foram apresentadas de forma dinâmica pela Equipe da SME nas áreas de transporte escolar, clinica de apoio psicopedagógico, educação ambiental, bibliotecas, entre outras ações.
Contudo, duas considerações devem ser observadas na avaliação feita pelas autoridades educacionais do Município. Primeiro, o reconhecimento, das autoridades de que as conquistas educacionais em Garça ainda não atingiram sua plenitude em certos aspectos. Esta postura é digna de elogios,pela humildade, pois desta forma a secretaria expressa uma perspectiva de realizações que devem orientar o árduo trabalho educacional em 2011, assim como, as conquistas que devemos perseguir inteligentemente como sociedade. Segundo, a avaliação feita das ações da Secretaria deixou a desejar no aprofundamento qualitativo das reflexões acerca dos desafios da política educacional garcense e a promoção de um diálogo franco e amplamente democrático de suas demandas.
Por fim, penso que a cumplicidade que deve envolver todos os participantes da educação no municipio (profissionais da educação e sociedade) é força imprescindível para tornar realidade o sonho de uma educação pública do mais alto nível em Garça, pressionando inclusive as instâncias de outras esferas em uma elevação de seu padrão, acrescida do compromisso ético com que cada um deve exercer sua função, não importando o quão simples ela possa parecer.

Condições de aprendizagem na educação infantil em Garça

Condições de aprendizagem das crianças nas Escolas em Garça

Novamente, como cidadão, me sinto provocado a tecer algumas considerações acerca da realidade educacional da cidade de Garça. Nesta oportunidade abordo aspectos de uma modalidade de ensino extremamente delicada que é a educação infantil.
Um quadro que merece a nossa toda nossa atenção dirige-se ao modelo de iniciação educacional oferecido às crianças de 3 a 5 anos de idade, ou seja, do maternal à pré-escola.
As condições em que nossos “pequenos” são inseridos no universo da socialização, do ensino e da aprendizagem, no âmbito das instituições públicas de educação, é matéria relevante para o projeto de cidade (e por que não dizer de país!) que planejamos como sociedade.
Aspectos fundamentais de indicadores de qualidade devem ser ressaltados nesse contexto, como a formação e perfil dos profissionais com os quais nossos “pequenos” estão envolvidos. Outro elemento essencial são as condições das estruturas cujas crianças são acolhidas.
No entanto, gostaria de ressaltar um fator de preocupação que me motivou esta manifestação de opinião, diz respeito ao número de crianças sob os cuidados por educador.
Sabe-se que nesta modalidade de ensino as características dos educandos (as) exigem uma intensa observação e carinho por parte do profissional responsável por determinada turma, em que seu desempenho é avaliado e auto avaliado de forma muito particular, o que obriga um número de educandos reduzido por profissional.
Por fim, solicitaria às autoridades públicas do município, que destinassem tempo de seu trabalho público para avaliar e mensurar se as condições dos nossos “pequenos futuros grandes cidadãos e cidadãs” no âmbito da educação infantil da rede municipal se encontram em consonância com os padrões de excelência almejada pelos munícipes e ainda, se estão de acordo com os pressupostos educacionais atuais no campo do conhecimento pedagógico e também, verificassem de forma especial, se o número de crianças por turma corresponde à possibilidade de efetivo desenvolvimento holístico, uma vez que penso ser este o modelo de educação objetivada pelas autoridades responsáveis.