De forma tranquila gostaria de debater o editorial do Comarca do dia 9/12/2010.
Penso que a norma constitucional de gastos para Estados e Municípios com a educação de 25% é conquista que não devemos retroceder pois ainda vivemos uma realidade educacional indigna de um país com uma das maiores economias do planeta.
Pra se ter uma idéia, a média de escolaridade do brasileiro gira em torno de 5 a 6 anos, per capita. E este indíce só teve evolução a partir do preceito constitucional estabelecido em 1988, antes disso, a média era muito menor.
No caso, específico, de Garça realmente parece contraditório que o Executivo não consiga aplicar a lei, e ainda insista para crédito adicional.Mas de forma cordial, aponto que um dos motivos que faz com que o nosso município não consiga atingir o patamar legal é porque, creio eu, há uma política educacional que não consegue avançar em muitos aspectos do setor.
Por exemplo:
o salário de docentes e demais profissionais da educação ainda não atinge o ideal ( nem vou discutir a importância da valorização material que esses profissionais fazem juz);
as escolar municipais, com raras exceções, não desenvolvem pesquisa educacional. Algo que é fundamental para a elevação do padrão de conhecimento científico e intervenção política qualificada ( não conheço nenhuma pesquisa financiada no munícipio em educação);
um outro aspecto contraditório, todos os anos as escolas e pré-escolas municipais elaboram e enviam para as familias uma lista de material escolar que é bastante extensa e , provavelmente, cara a algumas familias com rendas mais baixas;
também são realizadas atividades abertas à comunidade como festas, por exemplo, que tem como um dos intuitos angariar fundos para a escola adquirir materiais;
as famílias devem pagar pelo uniforme escolar, uma vez que são confeccionados por empresas particulares;
bem, esses são alguns dos argumentos que apresento para apontar que uma política educacional que preze pelo bom gasto do dinheiro público deve corrigir elementos que de alguma forma implique em deficiências dos recursos humanos, materiais e pedagógicos.
Sendo assim, Garça necessita investir corajosamente os 25% que a Constituição determina.
Deve se pautar em padrões elevados na educação de crianças, jovens e adultos e não se basear, como mencionado na palestra do prof. Cesar Nunes em 15/10 no GTC, em aspectos "menos nobres", ou seja deve trazer como mensagem pra sociedade a crença na construção de uma transformação social com a grande contribuição que a educação pode oferecer, e nisto, as autoridades tem importante papel a cumprir.
precisa assinar o texto senão fica como se fosse um texto oficial do partido na região...nada de errado se fosse porém teria que ser aprovado uma uma instância do partido em Garça
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